terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Como uma terapia. E que terapia.
O quê? A escrita.

O dia foi intenso, preenchido e com uma brutalidade de emoções/pensamentos/saudades a atravessarem-me a cabeça a velocidade avassaladora...

As lágrimas escorrem-me pela cara. O quão gosto eu desta ilha ...
Mas a quantidade de coisas que me fazem falta...

E que falta. ´

Esta "prisão" (ilha) sufoca-me. O mar, mesmo que escuro e bravo, acompanha-me e liberta-me. Sempre.
Uma estranha dicotomia que as palavras ainda não traduzem.
Não conseguem.

Aqui o tempo passa mais devagar. Sente-se mais do que se contam as horas.
Aqui a vida não é tua. É de muitos.
Aqui a casa não é tua. É dos Pais.
Aqui é um pedaço de terra perdido no meio do Oceano.
Aqui sou eu. A música. A noite. As estrelas.
Aqui.


***




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EU

Tenho que decidir e decidirei no dia em que chegar a P. Mas não. Não quero. E esta é a minha voz interior. É esta a voz que não me dei...